Clube enfrenta o quinto transfer ban, acumula débitos internacionais e teme sanções mais pesadas pela Fifa
O Botafogo atravessa um dos momentos mais delicados de sua gestão financeira. O clube acumula quase R$ 300 milhões em dívidas reconhecidas pela FIFA e já convive com múltiplos transfer bans, cenário que aumentou a preocupação nos bastidores alvinegros também pelo risco de perder pontos no Brasileirão, como informou o jornalista Jorge Nicola pelo portal R7.
Atualmente, o valor total das pendências gira em torno de R$ 287 milhões, envolvendo negociações realizadas durante a gestão de John Textor. A principal cobrança é do Atlanta United, que exige cerca de R$ 120 milhões pela contratação de Thiago Almada.
Além disso, o Botafogo também possui débitos com o New York City FC pela contratação de Santi Rodríguez, com o Ludogorets Razgrad por Rwan Cruz, além de uma pendência com o Zenit São Petersburgo envolvendo Artur. Somadas, essas cobranças elevam significativamente a pressão sobre a SAF alvinegra.
Botafogo pode perder pontos no Brasileirão
O problema vai além da proibição para registrar novos jogadores. O Código Disciplinar da FIFA prevê punições mais severas em casos de reincidência e descumprimento contínuo, incluindo perda de pontos no Campeonato Brasileiro e até risco de rebaixamento em situações extremas.

A situação mais preocupante envolve justamente a dívida relacionada a Thiago Almada. O Botafogo já sofreu mais de uma punição pelo mesmo caso e precisará quitar cerca de US$ 25 milhões dentro do prazo estipulado para evitar novas sanções esportivas.
Nos bastidores, o clube tenta utilizar mecanismos ligados ao processo de recuperação judicial da SAF para buscar proteção contra algumas cobranças. Entretanto, determinadas dívidas internacionais anteriores seguem exigindo pagamento normal e continuam sob fiscalização da FIFA.
Fogão corre contra o tempo para resolver as pendências

Diante desse cenário, o Botafogo que chegou em seu quinto transfer ban, vive um período de alerta máximo fora das quatro linhas. Enquanto busca estabilidade esportiva na temporada, o clube também trava uma corrida contra o tempo para evitar que a crise financeira se transforme em punições que afetem diretamente sua campanha dentro de campo.




