Ancelotti busca encaixe ideal e pode mudar função de Paquetá na Seleção Brasileira

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Comissão técnica avalia ajustes sem trocar muitos titulares antes do confronto contra o Haiti

A tendência na Seleção Brasileira é de poucas mudanças nos nomes para enfrentar o Haiti. Nos bastidores, porém, cresce a percepção de que Carlo Ancelotti está mais preocupado em ajustar funções e encaixes do que promover alterações profundas na equipe.

A avaliação interna é que os problemas apresentados na estreia passaram mais pela ocupação dos espaços do que propriamente pela escolha dos jogadores. Por isso, os treinamentos dos últimos dias foram marcados por testes de posicionamento e variações dentro do mesmo sistema.

O treinador trabalhou diferentes alternativas para encontrar equilíbrio sem abrir mão da estrutura principal. A intenção é manter uma equipe competitiva ofensivamente sem perder consistência quando estiver sem a posse da bola.

Brasil busca equilíbrio sem a bola

Um dos principais desafios observados pela comissão técnica está justamente na recomposição defensiva pelos lados do campo. O modelo utilizado por Ancelotti exige que os atacantes participem ativamente da marcação e auxiliem na formação de duas linhas compactas.

Durante a estreia, diferentes jogadores foram testados nessa função ao longo da partida. Raphinha, Lucas Paquetá e Matheus Cunha chegaram a ocupar setores distintos justamente para tentar melhorar esse comportamento coletivo sem a bola.

Raphinha na Seleção Brasileira. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images
Raphinha na Seleção Brasileira. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

A preocupação não está apenas na qualidade ofensiva dos atletas, mas também na capacidade de cumprir tarefas defensivas específicas exigidas pelo sistema adotado pelo treinador italiano.

Paquetá e Martinelli aparecem como alternativas

Uma das possibilidades discutidas nos bastidores envolve a utilização de Lucas Paquetá em uma função híbrida. O meia teria liberdade para participar da construção ofensiva, mas também seria responsável por ajudar na recomposição pelo lado esquerdo em determinados momentos do jogo.

Outra alternativa observada nos treinamentos foi Gabriel Martinelli. O atacante reúne características que agradam à comissão técnica justamente pela intensidade sem a bola e pela capacidade de recompor rapidamente quando a equipe perde a posse. Mais do que definir quem joga, Ancelotti segue focado em encontrar o encaixe ideal para fazer a Seleção Brasileira funcionar melhor diante do Haiti.

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