Pedrinho racha com Renato Brito Neto, 2º VP geral

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O racha político no Vasco ganhou mais elementos na última semana. Depois de quatro membros serem demitidos da diretoria administrativa do clube, dois destes quatro diretores também foram exonerados do Conselho de Governança, Integridade e Compliance (CGIC). São eles: Felipe Carregal e Sílvio Almeida. O VP geral Renato Brito também foi escanteado de suas funções administrativas.

Além da saída dos dois ex-membros da direção, o CGIC teve mudança na presidência. Manoel Cordeiro, que havia pedido para sair, foi exonerado do cargo de presidente do conselho. Com isso, Marcelo Macedo, VP de relacionamento com a SAF, conhecido como Tangerina, foi nomeado presidente interino do CGIC.

VP é escanteado

O ge apurou que Renato Brito perdeu influência dentro do Vasco com a atual diretoria. Pedrinho e o restante do grupo político que comanda o clube não confiam mais no 2º Vice-Presidente geral. Ele fazia parte de um grupo chamado “G5 – CRVG” com outros quatro diretores que foram exonerados no último mês. O grupo é visto como dissidente da atual gestão.

Após o vazamento de prints deste grupo, em conversas depois do afastamento de Pedrinho pela Justiça, Renato ficou exposto com a cúpula da gestão. O episódio não caiu bem. A direção de Pedrinho rompeu totalmente com todos os membros deste grupo. Veja a lista abaixo.

  • Silvio Roberto Vieira Almeida — Vice-Presidente de Finanças
  • Raphael Travassos de Souza Avellar “Pulga” — Vice-Presidente de História e Responsabilidade Social
  • José Luiz Trinta — VP de integração
  • Luis Guedes — VP de Engenharia e Obras

Em contato com o ge, Renato Brito disse que o print estava descontextualizado e afirmou que todas as discordâncias sobre a gestão já haviam sido comunicadas a Pedrinho. Ele disse que se sentiu injustiçado no período.

— O print está descontextualizado, como eu já disse. O grupo existe desde agosto de 2025 e tratava de temas da gestão do CRVG. Meu celular está à disposição, como falei a todos, sobre isso e outros temas. Tudo que discordava, sinalizei ao Presidente (a quem tenho muito apreço e carinho), de forma reservada e institucional. Nunca fui ouvido sobre o tema e me sinto injustiçado, mas sigo à disposição.

Em publicação nas redes sociais, há exatamente um mês, Renato Brito afirmou que o grupo era de gestão do clube associativo. No print que despertou a polêmica entre os diretores do Vasco, Renato se referia ao relatório que Samantha Longo, então interventora nomeada pela Justiça, enviaria ao juizado sobre a situação da SAF do clube depois da intervenção.

Pessoas do dia a dia vascaíno enxergavam as trocas de mensagens no grupo como um movimento contra Pedrinho, o que foi negado por Renato Brito. Os prints foram publicados inicialmente pelo jornalista Cauê Rodrigues.

Com isso, Renato Brito foi afastado de suas funções administrativas e está fora da liderança do projeto que tocava a reforma de São Januário. A responsabilidade será de um conselho, que tem, entre outros membros, Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral, Thiago Nascimento, assessor da presidência, e Gustavo Rabelo, VP de tecnologia e inovação.

O grupo de trabalho realiza a interlocução sobre o projeto e próximos passos da reforma. Como presidente da Assembleia Geral do Vasco, Belaciano conduziu votações consideradas fundamentais para o andamento da reforma.

O projeto não teve avanços significativos nos últimos meses. As obras estão paradas porque o Vasco depende da venda do potencial construtivo.

O clube trabalha, neste momento, com um orçamento de R$ 800 milhões para que a revitalização de São Januário seja sustentável. O valor não é definitivo, mas representa uma nova estimativa: no início do projeto, o custo previsto era de R$ 500 milhões.

O aumento se deve, segundo apuração do ge, à correção dos valores da construção civil nos últimos anos, já que o projeto original foi elaborado há bastante tempo. A principal fonte de receita projetada para complementar o orçamento é a venda dos naming rights do estádio, embora outras formas de captação não estejam descartadas.

O clube não indica uma previsão para o início das obras e aguarda os próximos passos da compra do terreno.

Fonte: ge

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