Plataforma transmitirá as edições de 2027, no Brasil, e 2031 para Estados Unidos e Canadá, além de investir em documentários exclusivos sobre o futebol feminino
A Netflix deu um dos passos mais ambiciosos de sua história no esporte ao fechar um acordo bilionário pelos direitos de transmissão das Copas do Mundo Feminina de 2027 e 2031. A plataforma desembolsará cerca de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para exibir as edições no Brasil e EUA.
O contrato contempla a transmissão em inglês e espanhol para o mercado norte-americano, além da produção de conteúdos especiais e documentários voltados às principais estrelas da competição e ao crescimento do futebol feminino no cenário mundial.
Segundo informações da Bloomberg, o valor pago pela Netflix superou com folga a expectativa inicial da FIFA. A entidade esperava arrecadar aproximadamente US$ 120 milhões com a comercialização dos direitos de mídia para a região, mas a disputa pelo torneio elevou significativamente o montante final.
Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada no Brasil
A edição de 2027 terá um significado histórico para o futebol feminino. Entre os dias 24 de junho e 25 de julho, o Brasil receberá a competição pela primeira vez, tornando-se o primeiro país da América do Sul a sediar uma Copa do Mundo Feminina.
Além das transmissões ao vivo, a Netflix pretende ampliar o alcance do torneio com produções originais que mostrarão bastidores, histórias de atletas e o desenvolvimento da modalidade, conteúdo que será disponibilizado para assinantes em diversos países.
Investimento reforça aposta no esporte feminino
O investimento de aproximadamente US$ 200 milhões coloca o acordo entre os maiores da história do esporte feminino. Entre as principais ligas e competições, o valor fica atrás apenas do contrato de direitos da WNBA, avaliado em cerca de US$ 280 milhões por temporada.
Apesar do montante expressivo, a cifra ainda é inferior ao investimento realizado na Copa do Mundo Masculina. Nos Estados Unidos, a Fox desembolsou US$ 485 milhões (cerca de R$ 2,47 bilhões) para assegurar os direitos exclusivos em inglês da competição masculina.



