Cria da base, Dinamite se consolidou como ídolo durante 2 décadas de gols e títulos pelo Vasco

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Roberto Dinamite construiu no Vasco uma relação que atravessou mais de duas décadas e foi muito além dos números. Revelado pelo clube, o atacante se tornou o jogador que mais vezes vestiu a camisa cruz-maltina e também o maior artilheiro de sua história. Foram 1.110 partidas e 708 gols, marcas que ajudam a explicar por que o camisa 10 se transformou no maior ídolo da história vascaína.

Do início em São Januário aos primeiros títulos

A trajetória começou a ganhar contornos especiais em 25 de novembro de 1971. Aos 17 anos, Roberto entrou no segundo tempo contra o Internacional, no Maracanã, e marcou seu primeiro gol como profissional. No dia seguinte, uma manchete do ‘Jornal dos Sports’ chamou o jovem de “Garoto-Dinamite”, apelido que o acompanharia pelo restante da carreira.O atacante rapidamente passou de promessa a protagonista. Em 1974, participou da conquista do primeiro Campeonato Brasileiro do Vasco e terminou a competição como artilheiro, com 16 gols. Três anos depois, levantou seu primeiro Campeonato Carioca. Ao todo, foram cinco títulos estaduais, em 1977, 1982, 1987, 1988 e 1992.

Os recordes ajudam a dimensionar a permanência de Dinamite no clube. Além dos 708 gols pelo Cruz-Maltino, ele é o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 190 gols, do Campeonato Carioca, com 284, e de São Januário, onde marcou 184 vezes.

Nos principais clássicos do Rio, também mantém marcas expressivas, sendo o maior goleador dos três confrontos: são 27 gols contra o Flamengo, 36 diante do Fluminense e 25 sobre o Botafogo. 

Gols que ficaram na memória

Mas alguns momentos ultrapassaram qualquer estatística. Em 1976, Dinamite marcou contra o Botafogo um dos gols mais lembrados de sua carreira, depois de aplicar um chapéu no zagueiro Osmar Guarnelli.

Quatro anos depois, voltou ao Vasco após uma passagem pelo Barcelona e encontrou no Maracanã o cenário para uma das atuações mais marcantes de sua trajetória. Contra o Corinthians, marcou os cinco gols da vitória por 5 a 2 diante de mais de 100 mil pessoas.

Um símbolo vascaíno

A camisa 10 também ganhou outro significado durante seus anos no clube. Dinamite vestiu o número por cerca de duas décadas e ajudou a transformá-lo em uma das maiores referências da identidade vascaína.

Depois dele, outros craques receberam a responsabilidade de carregá-lo, mas a associação entre a camisa e o ídolo permanece. Em 2023, na primeira partida do Vasco após sua morte, o número sequer foi utilizado como forma de homenagem.

Em 2022, sua estátua foi inaugurada no gramado de São Januário depois de uma campanha de financiamento coletivo que atingiu rapidamente o valor necessário. A homenagem transformou em bronze uma imagem que já fazia parte do cotidiano da torcida.Dinamite morreu em 2023, aos 68 anos. Deixou para trás uma trajetória de 22 temporadas como profissional, 21 delas ligadas ao Vasco, além de recordes que permanecem entre os maiores do futebol brasileiro.

Fonte: O Dia

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