CRF não fez um bom jogo contra o Estudiantes, na Argentina, mas volta ao Rio de Janeiro com um empate sem gols
O Flamengo apresentou um desempenho bem abaixo diante do Estudiantes, em partida disputada na última quinta-feira (15), válida pelo confronto de ida da semifinal da Libertadores, que terminou com um empate sem gols.
O que surpreendeu foi que, mesmo contando com um elenco superior, o Rubro-Negro finalizou o duelo sem dar um chute no alvo, registrando seis tentativas durante os 90 minutos de embate. Além disso, nomes importantes do plantel, como Bruno Henrique e Léo Ortiz, apresentaram uma atuação muito aquém do esperado nas quatro linhas.
Qual foi a estratégia?
Frente ao rendimento ruim do grupo e à lentidão para realizar as modificações, durante a coletiva de imprensa após o apito final, Leonardo Jardim justificou a demora para mexer na equipe, apontando que precisa ser certeiro para surtir o efeito esperado.
“Grande parte do jogo teve uma presença física muito grande nos duelos e bolas paradas. Nem todos do nosso elenco são efetivos nas bolas paradas e as mudanças tinham que ser certeiras”.
“Não podíamos perder altura. Por isso quisemos manter a equipe organizada e a gente manteve a estrutura sólida“, completou. O comandante ainda destacou a dificuldade encontrada pelo time durante o confronto.
“Não jogamos o que eu gostaria. Mas, dentro da luta que foi o jogo, foi difícil jogar. Somos uma das equipes que mais fazem gols e produzem jogadas, mas hoje não conseguimos por méritos do adversário. O impacto físico foi muito grande. A luta vai continuar no Maracanã, vamos criar mais e queremos ser mais competentes“.
Escolhas do comandante
Leonardo Jardim também chamou a atenção ao revelar o motivo de não ter optado por nomes como Varela, mesmo perante a atuação apagada de Emerson Royal, e a não entrada de De La Cruz, apesar do desempenho fraco de Saúl.
Como justificativa, o técnico apontou que a altura foi um fator determinante, diante das disputas de bola aérea no decorrer da partida. “Equiparamos algumas situações, mas perdemos qualidade técnica”.
“Neste jogo não dava para ter todos os baixinhos, que têm mais técnica. O Nico, Varela… ganharia técnica, mas perderia duelos, jogo aéreo e nisso o adversário é especialista. O árbitro também não deixou jogar, e é difícil jogar assim“.
Buscando melhorar o cenário no gramado
Antes do embate decisivo contra o Estudiantes, marcado para a próxima quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã, pela Libertadores, o Rubro-Negro tem compromisso agendado contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, no próximo domingo (18), às 18h30, na Arena Fonte Nova.





