Zagueiro de 23 anos revelou à VascoTV que gostaria de ter começado a carreira em São Januário ao invés do Parque São Jorge
O Corinthians costuma vender vários jovens revelados nas categorias de base, mas não foi o caso do zagueiro Robert Renan, que participou de negociações envolvendo os direitos econômicos de Yuri Alberto, na época vinculado ao Zenit, da Rússia.
Na época das tratativas entre as partes, o Timão manteve um percentual dos direitos econômicos do defensor, mas em agosto de 2024, fez um novo acordo com os russos envolvendo uma fatia adicional de 20% (junto com negociações do atacante Pedro e compensações por Du Queiroz e Ivan), recebendo cerca de 1,8 milhão de euros por essa fatia.
Vale lembrar que parte desses valores foi usada para abater dívidas do clube com a agência Elenko Sports. Em decorrência disso, os paulistas atualmente só tem direito a receber valores que envolvem o mecanismo de solidariedade da Fifa.
Declaração bastante infeliz:
A questão é que Robert Renan deu uma entrevista que repercutiu mal entre os torcedores corinthianos. Torcedor do Cruz-Maltino desde a infância, revelou à VascoTV que gostaria de ter começado a carreira em São Januário ao invés do Parque São Jorge.
Ao ser perguntado sobre o que teria feito de diferente na carreira, o jogador falou em alto e bom tom que gostaria de ter começado no clube carioca:
“Com todo respeito ao clube que me formou (Corinthians), mas que eu pudesse ser um Cria da Colina”, disse.
Essa declaração é considerada bastante infeliz, já que não seria necessário “queimar” sua curta história pelo Corinthians para querer demonstrar seu carinho pelo clube atual. Sua gratidão por quem impulsionou sua carreira deveria ser bem maior do que seu carinho pelos cariocas.
Mais trechos da entrevista:
Logo em sua estreia por seu clube atual contra o Botafogo, nas quartas de final da Copa do Brasil, entrou no decorrer do segundo tempo e bateu o pênalti da classificação para as semifinais, um ano depois de ter saído do Internacional, marcado por um pênalti desperdiçado de cavadinha:
“Quando eu fiz o gol da classificação de pênalti (contra o Botafogo) eu sabia que aqui era o meu lugar, que ia dar certo e que consegui vencer na vida estando no Vasco. Depois daquele pênalti eu sabia que nada ia dar errado”, disse.
Vale lembrar que o zagueiro está emprestado até o fim do ano, mas tem uma cláusula em seu contrato com o Vasco para ser comprado em definitivo até novembro, algo desejado pelo clube:
“Eu me sinto muito feliz aqui. Eu brinco com a minha mãe que aqui virou minha segunda casa e é um momento muito importante. Claro que tem que conquistar um título pra virar um ídolo de verdade, mas é trabalhar bastante e se Deus quiser ficar aqui por mais anos porque é importante pra minha carreira e me sinto realizado estando aqui”, concluiu.





