Treinador optou por fazer uma “dobradinha” pelo lado esquerdo no Timão, colocando Fabrizio Angileri na linha de quatro defensiva
Desde que Clarence Seedorf iniciou seu trabalho como técnico do Corinthians, algumas coisas mudaram e vários testes estão sendo feitos, até porque era necessário encontrar soluções após uma sequência absurda de resultados aquém do esperado dentro de campo.
Uma delas, por exemplo, chamou a atenção: Matheus Bidu ganhou uma nova função e passou a ser utilizado mais adiantado, como ponta pela esquerda, ao invés de atuar em sua posição de origem, que é lateral-esquerdo.
Resultado em campo:
A questão é que essa mudança já apresentou resultados expressivos: marcou contra Vasco e Mirassol, balançando as redes em duas partidas consecutivas, sendo bastante decisivo e participativo no último terço do campo.
Na derrota por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, pela 32ª rodada do Brasileirão, foi titular e, mesmo com o resultado negativo, conseguiu balançar as redes, mostrando capacidade para aparecer na área adversária, já que mesmo “sem querer”, foi decisivo no tento alvinegro.
Quando se trata da vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol na última sexta-feira (3), Bidu voltou a ser decisivo e, aos 12 minutos do segundo tempo, apareceu dentro da área para completar de carrinho um cruzamento rasteiro de Matheuzinho.
Vale lembrar que esse gol marcado na Neo Química Arena abriu caminho para o triunfo que encerrou uma sequência de dez jogos sem vitórias do Corinthians no Campeonato Brasileiro, justamente em um momento onde o nervosismo começava a tomar conta do time e torcida.
Em entrevista coletiva, o treinador holandês deixou bem claro que o canhoto vivia uma situação física delicada, sofrendo com dores no púbis, ou seja, colocá-lo mais próximo do ataque diminui a necessidade de percorrer todo o corredor esquerdo, permitindo que concentre suas energias nas ações ofensivas.
Com esse novo cenário, Fabrizio Angileri assumiu a lateral, fazendo com que a equipe consiga aproveitar as características defensivas de um jogador de origem para proteger o setor.
Orientação do técnico:
Após a partida, Bidu revelou que o treinador teve participação direta na construção do primeiro gol, já que orientou no intervalo que os atletas priorizassem cruzamentos rasteiros: “No intervalo, o Seedorf falou que a bola na área tinha que ser rasteira, porque a zaga deles era forte no alto”, disse.
Dessa forma, o canhoto deve ganhar uma sequência atuando como ala, até mesmo no próximo duelo diante do São Paulo, na Vila Belmiro, pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro.




