A venda da SAF do Vasco para a Almirante Participações, do empresário Marcos Faria Lamacchia, prevê que durante os próximos 10 anos do contrato o dono de 90% das ações pode vender o clube para uma empresa do mesmo grupo econômico, mas não para outro proprietário.
Isso significa dizer que as empresas da família Lamacchia, como Crefisa e Crefipar, poderiam assumir o clube no futuro. Elas pertencem ao pai de Marcos, José Lamacchia, com 95% das ações. O restante está ligado a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
Segundo informações do Vasco e de quem teve acesso aos contratos, Marcos Lamacchia não poderá vender a SAF para um novo dono, mas pode fazer uma manobra financeira dentro de suas empresas. Não há opção de saída do Vasco para retomar as ações, como aconteceu no caso da 777.
Vale lembrar que José Lamacchia é avalista da operação de compra de 90% da ações do Vasco. O empresário de 83 anos deixou claro que o negócio é da sua família. Seu filho também não misturou as estações com Leila Pereira. E a presidente do Palmeiras reforçou que ao deixar o clube no fim de 2027 não seguirá no futebol.
Até lá, o Vasco se vê beneficiado pelo novo investidor e pretende atender a ajustes solicitados pela CBF para que a operação não seja considerada um conflito de interesses nos próximos anos. Caso Leila Pereira queira integrar o projeto familiar depois de 2027, o clube vê o “reforço” com bons olhos.
Fonte: O Globo



