Presidente do Verdão abordou a situação financeira do Clube e abordou vendas e contratações
O balanço financeiro do Palmeiras até maio de 2026 apontou um saldo negativo de R$ 65,9 milhões, contrariando a previsão orçamentária de um superávit de R$ 32,8 milhões. Um dos principais fatores para essa divergência é a estagnação nas negociações de atletas: a meta do clube para o ano é atingir R$ 400 milhões em vendas, mas até agora nenhuma transação de grande porte se concretizou.
Apesar dos números, a presidente Leila Pereira reafirmou o planejamento da diretoria: nenhum jogador titular será vendido na atual janela de transferências. A estratégia prioriza a competitividade em campo, mantendo o elenco fortalecido para buscar todas as taças da temporada — Copa do Brasil, Brasileirão e Copa Libertadores.
“Tenho que ter criatividade. Todo ano, eu passo por isso. Então, às vezes a base me ajuda em negociações. O meu desejo é não negociar nenhum jogador. Preciso manter o clube equilibrado financeiramente. Sou uma mulher criativa. Dou um jeito.”, afirmou a presidente do Verdão.
Prioridade para Leila é manter o Palestra no topo
“Não posso deixar de ter um time forte porque o que pretendemos esse ano é continuar lutando pela conquista de títulos. E você não conquista títulos se desfazendo de seus principais jogadores. Então, nossa prioridade é sempre manter nosso elenco forte. Como vai pagar as contas? Deixa que a presidente resolve”, completou.
Diante do cenário orçamentário, a formação de atletas desponta como uma das principais saídas para o Palmeiras recuperar o fôlego financeiro. O clube aposta na valorização de uma geração promissora, que conta com nomes em destaque como os atacantes Felipe Teresa, Heittor, Eduardo Conceição e Riquelme Fillipi, além dos zagueiros Benedetti e Koné.
A conta das vendas de jogadores também não bateu. Por regras do Conselho Federal de Contabilidade, esses valores entram no item “rendas diversas”, onde o Palmeiras esperava faturar R$ 235,7 milhões até maio — mas bateu apenas R$ 78 milhões. As únicas saídas de maior peso até agora foram Aníbal Moreno, negociado com o River Plate, e Facundo Torres, que foi para o Austin FC.
Danilo é o único ojetivo
É exatamente essa cautela nas contas que impede o Palmeiras de fazer loucuras no mercado. O clube descartou pagar os 30 milhões de euros (cerca de R$ 175 milhões) exigidos pelo Botafogo pelo volante Danilo. Para viabilizar o negócio sem comprometer ainda mais o orçamento, a diretoria alviverde busca reduzir a pedida financeira oferecendo atletas fora dos planos — a exemplo da tentativa inicial envolvendo o zagueiro Kaiky Naves, que acabou acertando sua ida para o Necaxa, do México.




