Com mais uma negativa do consórcio para utilizar o Maracanã, o Vasco agora concentra seus esforços em conseguir a liberação para mandar o jogo contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana, em São Januário, local que, a princípio, está proibido pela Conmebol por não comportar um mínimo de 30 mil pessoas.
O clube ganhou o apoio da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) nas conversas com os órgãos de segurança para ampliar o setor de visitantes. O objetivo é atingir os quatro mil lugares estipulados como número mínimo permitido pela entidade continental mesmo que, para isso, reduza a quantidade de ingressos para sua própria torcida.
A princípio, a ideia é avançar com a barreira de proteção que hoje separa a torcida vascaína dos visitantes, e que deixa o setor com pouco mais de dois mil lugares. As conversas seguem em curso com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e os outros órgãos envolvidos na logística. Além disso, tem sido apresentado um plano operacional para o deslocamento dos torcedores do Boca Juniors.
A relação de amizade entre as organizadas “Força Jovem do Vasco” e “La 12”, dos argentinos, também tem sido citada como mais um ponto na tentativa de convencer os órgãos a assegurar a partida.
O UOL apurou ainda que o apoio da Ferj tem se limitado somente à parte operacional com os órgãos de segurança. Caso obtenha os laudos, a missão de convencimento por São Januário junto à Conmebol e ao Boca será de exclusividade da diretoria cruzmaltina.
Se a casa vascaína seguir impedida, o plano B será judicializar a questão do Maracanã, que foi vetado ao Vasco, pelo consórcio, com o argumento das condições do gramado e das questões climáticas.
O Nilton Santos, estádio do Botafogo, no momento é o plano C, caso o Vasco não consiga êxito com São Januário e Maracanã.
O jogo entre Vasco e Boca Juniors, no Rio de Janeiro, está marcado para o dia 20 de outubro. A ida acontecerá em La Bombonera, em Buenos Aires (ARG), no dia 13 de outubro.
Fonte: UOL




