O contrato de acordo de investimentos do Vasco soma pouco mais de R$ 3 bilhões com Marcos Lamacchia, empresário filho de José Lamacchia. A conta engloba o pagamento das dívidas – entre Recuperação Judicial e débitos tributários -, aportes em cinco anos no futebol e em centro de treinamento e mais a projeção para cobrir déficit de caixa por cinco anos.
Vasco e Marcos Lamacchia negociam há meses os termos do contrato de investimento. O contrato está condicionado a Lamacchia, que tem o pai como avalista, ser o ganhador da concorrência na Recuperação Judicial, posterior aprovação pelo juízo da Recuperação Judicial, a conclusão de auditoria e ainda passar pelo rito interno do clube.
Outro requisito é o acerto com a parte da A-CAP, em negociação paralela e que exige envovimento de diversas frentes. Com representantes dos americanos no Brasil, passando pela Arbitragem na FGV e também tem discussão de valores – o Vasco e os representantes de Lamacchia negociam.
Mas por que mais de R$ 3 bilhões? Mais precisamente, R$ 3,1 bilhões.
A conta é a seguinte:
- geração de despesa de R$ 1 bilhão para pagar dívidas, entre recuperação judicial e débitos tributários. A dívida bruta é de R$ 1,3 bilhão
- R$ 1,5 bilhão para cobrir déficit de caixa por cinco anos. O valor foi levantado com a projeção da Alvarez & Marsal pelos próximos cinco anos. Hoje, o Vasco gera receita de R$ 500 milhões e tem R$ 800 milhões de despesas
- aportes de R$ 500 milhões para o futebol, em contratações, por cinco anos. Estes valores não são necessariamente fixos e proporcionais
- R$ 120 milhões de investimento no centro de treinamento do futebol profissional; R$ 30 milhões de investimento no centro de treinamento para a base.
O acordo de investimento também prevê multas em caso do investidor não cumprir os aportes estabelecidos. Há uma diferença no contrato com a 777, porque as penalidades envolviam a “devolução” das ações ao Vasco.
Outros detalhes do acordo de investimentos:
- Mistura de caixas
Exemplo: se a folha de pagamento custa R$ 30 milhões e subir para R$ 40 milhões, esses R$ 10 milhões de diferença são cobertos pelo aporte do futebol, por isso não são necessariamente e totalmente para contratações. Os R$ 30 milhões “originais” saem da verba destinada a “cobrir o rombo”, aquela que tem soma de R$ 1,5 bilhão.
- 10 anos sem venda
O acordo de investimentos estabelece que Lamacchia não pode vender as ações por 10 anos e nem distribuir lucros pelo mesmo período.
- Compromissos
Os investimentos do acordo são compromissos, mas podem ser menores ou maiores a depender da eficiência da gestão. Outro exemplo prático: se o Vasco gerar receita e diminuir o rombo anual, o investidor não precisa fazer este aporte projetado. Mas também não pode diminuir despesas.
Fonte: ge


