Análise: Rollheiser cresce de produção sem Neymar e volta a render no Santos; Cuca tem dilema

PUBLICIDADE

analise:-rollheiser-cresce-de-producao-sem-neymar-e-volta-a-render-no-santos;-cuca-tem-dilema

Meia-atacante argentino brilhou nos últimos jogos e expõe dilema que Cuca vai ter quando Neymar voltar ao time

Assim como aconteceu diante do Atlético-MG, Rollheiser foi um dos destaques na vitória do Santos contra o Cruzeiro no último sábado (12), pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além do gol marcado, que abriu o caminho para a vitória do Peixe, o meia-atacante deu seis passes decisivos, segundo o Sofascore. Foi uma partida de almanaque do camisa 32.

Meia cresce de rendimento sem Neymar

Nesta temporada, Rollheiser soma cinco gols e cinco assistências em 45 jogos disputados. O meia alterna entre banco e titularidade e sofre para ter uma regularidade de atuações. No pré-Copa, ele vinha fazendo bons jogos e formou uma boa dupla primeiro com Neymar e depois com Gabigol.

Antes da Copa do Mundo, Cuca estava escalando o time com Neymar ou Gabigol, evitando entrar em campo com os dois juntos. Isso abriu espaço para Rollheiser ser titular e o camisa 32 fez bons jogos. No entanto, após a Copa do Mundo, o técnico mudou o esquema tático.

Em função da grande fase de Gabigol – são 19 gols em 40 jogos -, o treinador do Santos encaixou o time com Gabi e Neymar. Com isso, Rollheiser foi deslocado para a ponta-direita em alguns jogos e não funcionou. Um jogo emblemático foi o tropeço em casa diante da Chapecoense, na Vila Belmiro.

Cuca recuou Bontempo para segundo volante e Rollheiser atuou como meia direita. No entanto, o jogador argentino teve atuação apagada e foi substituído no segundo tempo da partida. Ele também foi muito mal em jogos diante do Macará, do Equador, e do Mirassol.

O camisa 32 tinha feito jogos apáticos na função de meia pela direita, mas ‘renasceu’ no time alvinegro após a lesão de Neymar. O atacante do Santos se lesionou em jogo do Palmeiras, pela Copa do Brasil, e o prazo de recuperação pode passar de dois meses.

Com esse cenário, o meia-atacante argentino voltou a atuar mais centralizado e brilhou nos últimos jogos do clube paulista. Ele atuando solto no meio-campo, sem a obrigação de voltar para marcar, é quando o gringo consegue desenvolver o seu futebol da melhor maneira.

O meia é um jogador de associação, toques curtos e, com espaço para criar jogadas, pode dar passes precisos. Contra o Internacional, a defesa do time gaúcho bobeou e deu um toque na bola certeiro para Gabigol, que sofreria pênalti na sequência do lance.

Dilema para Cuca no futuro

Não que Neymar atrapalhe Rollheiser, mas pelo fato de os dois jogadores ocuparem a mesma faixa de campo, a evolução do jogador passa pela saída do camisa 10 por lesão. É muito difícil encaixar os dois no time titular. Só se avançasse Ney Jr. para a função de falso 9. Mas com a grande fase de Gabigol, isso sequer pode ser cogitado.

Quando Neymar reunir condições de voltar a entrar em campo, Cuca terá um dilema para escalar a equipe. Já está provado que o camisa 32 não funciona como meia pela direita e Ney Jr. é praticamente ‘o dono do time’. Uma boa dor de cabeça para o técnico do Santos.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima