O corte de Wesley para a Copa do Mundo reacendeu uma discussão recorrente na Seleção Brasileira. Pela terceira edição consecutiva do torneio, o Brasil inicia a competição sem um titular absoluto
O corte de Wesley da Seleção Brasileira reacendeu uma preocupação que acompanha o Brasil há três Copas do Mundo consecutivas. Mais uma vez, a equipe chega ao principal torneio do futebol sem ter um titular absoluto consolidado para a lateral direita.
A posição, que durante décadas foi ocupada por nomes históricos do futebol brasileiro, passou a conviver com incertezas recentes. Lesões, quedas de rendimento e mudanças de ciclo impediram que um jogador assumisse o posto de forma definitiva nos últimos Mundiais.
A ausência de Wesley amplia uma sequência iniciada em 2018, quando o Brasil perdeu seu principal lateral às vésperas da convocação para a Copa do Mundo da Rússia.
Problema acompanha a Seleção desde 2018
Na preparação para o Mundial disputado na Rússia, Daniel Alves sofreu uma grave lesão no joelho e acabou ficando fora da lista final de Tite. Sem seu capitão e principal referência na posição, o treinador recorreu a Fagner, que também chegava cercado por dúvidas físicas após um problema muscular.
Quatro anos depois, no Catar, o cenário voltou a se repetir. Daniel Alves foi convocado já aos 39 anos, em uma decisão bastante debatida entre torcedores e especialistas. A falta de confiança em um nome consolidado ficou evidente quando Tite optou por improvisar Éder Militão na lateral direita durante a fase de grupos.
Ancelotti também enfrenta dificuldades
A chegada de Carlo Ancelotti não encerrou os problemas no setor. Desde o início de seu trabalho, o treinador precisou lidar com constantes baixas envolvendo jogadores da posição. Vanderson sofreu seguidas lesões musculares ao longo do ciclo e acabou fora da Copa por ainda se recuperar de uma cirurgia na coxa esquerda.
Já Militão, que poderia atuar tanto como zagueiro quanto improvisado pela direita, também virou desfalque após romper o bíceps femoral da perna esquerda e passar por cirurgia. O próprio Wesley já havia apresentado problemas físicos durante as Eliminatórias e voltou a sofrer com lesão justamente às portas da Copa do Mundo.
Agora, Ancelotti terá de buscar alternativas para uma posição que se transformou em uma das mais problemáticas da Seleção nos últimos anos. O corte de Wesley reforça uma tendência preocupante: pela terceira Copa consecutiva, o Brasil inicia o torneio sem um dono absoluto da lateral direita.




