A briga entre Flamengo e Fluminense com o Vasco pelo Maracanã continua, mesmo semanas após o cruzmaltino conseguir liminar que o permitiu jogar no estádio contra o Boca Juniors, e dias depois de a concessionária oferecer o local para a semifinal da Copa do Brasil.
Em petição enviada na noite desta terça à Justiça do Rio, a empresa administrada pelos dois times detonou o rival, pelo que chamou de “quebra-quebra” e “vandalismo” no complexo esportivo. Também chamaram os vascaínos de mentirosos.
“Concessionária não pode deixar de denunciar a lamentável conduta do Vasco SAF, que na sua sanha incontida de demonstrar alguma espécie de “poder”, mentiu ao Poder Judiciário com o objetivo de levar a partida ao Maracanã”, disse a Fla-Flu Serviços, em documento ao qual a ESPN teve acesso, anexado no Judiciário após 22h de ontem.
Na petição, colocada no mesmo processo onde o Vasco brigou para usar o Maracanã contra o Boca, Flamengo e Fluminense citaram os estragos deixados no estádio após a partida válida pela semifinal da CONMEBOL Sul-Americana, mencionando as 489 quebradas – um recorde, segundo a empresa, superando em 10 vezes o número anterior de danos -, além de danos em diversos setores do complexo esportivo.
“O quebra-quebra também não poupou sanitários, paredes, bebedouros e diversos outros itens do estádio. Além disso, foi constatado ato de vandalismo consubstanciado na adesivagem massiva do Maracanã, que demandará o uso de mão de obra específica para limpeza e, em determinados casos como de placas de sinalização, a sua substituição”, acusou a concessionária.
A Fla-Flu Serviços disse que irá busca ser indenizada pelo ocorrido, que classificou como “fatos lamentáveis”.
A ESPN apurou que o Vasco vai assumir os gastos dos danos com as cadeiras e que não há registro anterior/relatorio que sustente o ’10x mais que o ordinário’ citados pela Fla-Flu. Sobre banheiros e adesivamento: pessoas ligadas à operação informam que o cenário já era verificado antes do jogo.
A reportagem verificou a existência de vários adesivos ligados ao Flamengo, por exemplo, e não apenas da torcida do Vasco. Nos bastidores, o clube também avisou a Fla-Flu que irá arcar com os custos dos prejuízos, calculados em pouco mais de R$ 300 mil. A concessionária disse à Justiça que ainda não recebeu nada.
A concessionária ainda disse à Justiça que a postura do Vasco é “evidente e inadmissível”, por ter insistido com a utilização do Maracanã mesmo após 7 decisões judiciais que rejeitaram. Citaram, inclusive, que o clássico contra o Flamengo, na semana passada, pelo Brasileiro, foi no Nilton Santos.
“Nada como o tempo para descortinar as inverdades narradas pelo Vasco”, apontaram Flamengo e Fluminense.
“O Vasco, detentor do mando do jogo, decidiu levar a partida ao Nilton Santos, apesar de a rivalidade com o Flamengo ser muito maior que a existente com o Boca Juniors e da diferença brutal de torcedores do Boca – 4 mil – e do Flamengo, com ingressos divididos meio a meio. Isso demonstra que o argumento lançado pelo Vasco no processo não passou de bravata para constranger os magistrados”, continuaram.
Por fim, a concessionaria ainda pediu que o Vasco seja condenado a bancar danos processuais, indenização, custos processuais e honorários advocatícios do processo.
Fonte: ESPN



