Exclusivo: Victor Ferraz recorda passagem pelo Santos e convivência com grandes nomes do futebol

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Interino do Botafogo-PB nos últimos dois jogos do quandragular da Série C de 2026, o ex-lateral deve ser efetivado em 2027

O ex-lateral Victor Ferraz, que decidiu pendurar as chuteiras no início deste ano, abriu o jogo sobre sua marcante trajetória pelo Santos. Ao todo, foram 273 partidas com a camisa do Peixe.

Victor Ferraz virou treinador

Nos últimos dois jogos do quandragular da Série C de 2026, foi interino do Botafogo-PB. Segundo o site ge, Victor já possui conversas bem adiantadas para assumir o clube de vez em 2027.

Com ele, o Alvinegro empatou com o Floresta e venceu o Santa Cruz, alcançando 66,7% de aproveitamento.

Além do Santos, o técnico também atuou por São José-RS, Águia de Marabá, Atlético-GO, Vila Nova, Bragantino, Coritiba, Grêmio, Náutico, Chapecoense, Tacuary, do Paraguai, e Serra Branca.

A segunda parte do bate-papo com Victor Ferraz será publicado na próxima segunda-feira (2).

Confira o primeiro trecho da entrevista:

Bolavip Brasil: Você disputou 273 jogos pelo Santos, conquistou dois títulos paulistas, chegou a ser capitão e construiu uma relação muito forte com a torcida. O que o clube representa na sua trajetória e como você enxerga o carinho que conquistou dos santistas ao longo desses anos?

Victor Ferraz: Cara, a verdade é que falar do Santos pra mim é especial, né? É o clube da minha vida, né? É o clube onde eu, como jogador, fui mais feliz. É o clube que me tornou conhecido, né, assim, pro Brasil. Até hoje as pessoas me ligam: “Pô, Vitor Ferraz do Santos, né? O Vitor Ferraz do Santos”. E eu passei por outras grandes camisas também, de clubes muito bons, mas, pela quantidade de tempo, pela identificação com o torcedor, acabou virando um clube muito especial pra mim.

Bolavip Brasil: Durante sua passagem pelo Santos, você dividiu o vestiário com jogadores como Ricardo Oliveira, Robinho, Gabigol e Lucas Lima. Como era o dia a dia com esses atletas e qual deles mais te impressionou pela qualidade técnica ou pela liderança dentro do grupo?

Victor Ferraz: Na verdade eu tive esse privilégio, né, de ficar seis temporadas no Santos e, em todas elas, conviver com grandes jogadores, que é o que o Santos tem que ter, né? Um clube como o Santos tem que ter sempre grandes jogadores. Eu sou um cara muito observador, sempre observei as principais qualidades de cada um. Eu peguei grandes capitães no Santos. Tive o Renato, tive o Ricardo Oliveira, tive o Robinho. Então, pessoas que foram me ensinando muito sobre liderança e, principalmente, sobre humildade. Pessoas ímpares, sensacionais, e que foram formando a minha forma de liderar, aprendendo com essas pessoas, obviamente colocando o meu jeito, mas pegando o que cada um tinha de qualidade. Fora isso, a qualidade técnica impressionante, né? Tanto que fomos bicampeões paulistas, fomos vice-campeões da Copa do Brasil, duas vezes vice-campeões brasileiros. O Santos, quando iniciava o campeonato, sempre era tido por todos como uma equipe que ia brigar ali pelo título, no mínimo ficar entre os quatro. Época muito boa.

Bolavip Brasil: Você trabalhou com treinadores de diferentes perfis no Santos, como Dorival Júnior, Cuca e Jorge Sampaoli. Agora que está construindo sua carreira como técnico, quais ensinamentos desses profissionais mais te marcaram e quais ideias ou métodos você procura levar para o seu próprio trabalho?

Victor Ferraz: Pois é, você citou três referências minhas aí como treinadores, e tem alguns outros, tá? Tem alguns outros também que a gente poderia incorporar nessa lista, né? Eu acho que eu tenho hoje, já como treinador, uma forma minha de pensar futebol, de trabalhar, mas, sem dúvida, foi construída pegando referências desses treinadores aí e tentando pegar o melhor de cada um. Obviamente não é fácil, mas tentando fazer isso. São treinadores diferentes, né? São treinadores campeões, mas todos à sua maneira, né? Então, eu tive o privilégio de poder trabalhar com eles e poder construir a minha forma de jogo, minha forma de pensar o futebol, minha forma de como atacar, de como defender, de como pressionar. Foi pegando referência com esses monstros aí do futebol.

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