Dia dos Pais coloca as maiores rivalidades do futebol na berlinda; veja quem realmente pode ser chamado de “pai”
No futebol, “paternidade” não precisa de certidão. Basta uma sequência de vitórias, algumas eliminações dolorosas ou aquele retrospecto que faz o torcedor rival respirar fundo antes mesmo de a bola rolar. Mas será que todo time chamado de “pai” realmente merece esse título?
O Flamengo, por exemplo, vive uma fase de respeito diante do Vasco. São 14 jogos de invencibilidade no clássico desde 2023, com nove vitórias e cinco empates. É uma sequência que dá munição para a provocação, embora uma rivalidade tão grande nunca permita uma sentença definitiva.
Palmeiras e São Paulo também entram nessa discussão. O Verdão não perde o Choque-Rei há 12 partidas, desde 2023. O problema é que o São Paulo venceu a Supercopa do Brasil de 2024 contra o rival. Então, afinal, existe paternidade quando o suposto “filho” ainda consegue levar uma taça para casa?
Quando o retrospecto não conta toda a história
Ceará e Fortaleza oferecem outro caso curioso. O Ceará chegou a 15 clássicos sem perder, mas o Fortaleza levou o Campeonato Cearense de 2026 nos pênaltis. É o tipo de confronto que mostra como uma sequência pode alimentar a provocação, mas uma decisão pode mudar completamente a conversa.
Corinthians e São Paulo também merecem julgamento. O Timão leva vantagem histórica no Majestoso, com 135 vitórias em 367 encontros, enquanto o rival venceu 115 vezes e outros 117 clássicos terminaram empatados.
Ainda assim, retrospecto não é tudo em um clássico. Uma eliminação ou vitória em uma decisão pode marcar mais o torcedor do que a vantagem construída ao longo dos anos.
Atlético-MG e Cruzeiro completam a lista de rivalidades que desafiam a ideia de “pai e filho”. O Galo possui vantagem histórica no clássico, mas o Cruzeiro já teve seus períodos de domínio. Afinal, no futebol, paternidade pode até ser eterna para a torcida, mas dentro de campo ela está sempre sujeita a revisão.
No futebol, ninguém é pai para sempre
Talvez essa seja justamente a graça da brincadeira. O futebol adora criar pais, filhos, fregueses e carrascos, mas nenhuma dessas relações vem com garantia. Hoje alguém pode ser o pai; amanhã pode descobrir que o filho cresceu.
E é justamente por isso que a provocação funciona tanto nos clássicos. Mais do que números, “paternidade” é memória, zoação e aquela certeza do torcedor de que existe um adversário que ele simplesmente adora encontrar pelo caminho.





