OPINIÃO: Cruzeiro acerta ao tratar Jonathan Jesus como inegociável em meio à temporada

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Valorizado no mercado europeu, defensor deixou de ser uma promessa para virar um dos pilares do time de Arthur Jorge na temporada

O Cruzeiro está absolutamente correto ao adotar uma postura firme em relação a Jonathan Jesus. O zagueiro chegou ao clube como uma aposta, precisou conquistar espaço e, em poucos meses, se transformou em um dos jogadores mais importantes do elenco celeste. Neste momento da temporada, abrir mão de um atleta desse tamanho seria um risco esportivo enorme.

Não se trata apenas do valor financeiro. O Cruzeiro disputa competições decisivas, está vivo na Copa do Brasil, luta por posições importantes no Campeonato Brasileiro e tem a Libertadores como principal objetivo do ano. Perder um titular absoluto da defesa em meio a esse cenário poderia comprometer todo o planejamento construído até aqui.

É natural que empresários, intermediários e clubes europeus tentem movimentar o mercado. Faz parte do futebol. Um jogador jovem, valorizado e com potencial de seleção desperta interesse e gera conversas. O problema é que, para o Cruzeiro, nenhuma dessas movimentações faz sentido neste momento.

O lado esportivo vale mais do que o financeiro

A impressão é que muita gente olha apenas para os números e esquece o impacto esportivo. O Cruzeiro recusou uma oferta de 15 milhões de euros da Real Sociedad e, internamente, nem mesmo uma proposta próxima dos 20 milhões de euros mudaria a situação.

Isso mostra que a diretoria entende que Jonathan Jesus vale mais dentro de campo do que no caixa neste momento. E, sinceramente, essa visão parece correta.

Artur Jorge montou um sistema defensivo que passa diretamente pelo zagueiro. Tirar uma peça tão importante no meio da temporada significaria obrigar a comissão técnica a reconstruir um setor inteiro justamente quando os jogos mais importantes estão chegando.

Nem toda proposta precisa ser aceita

No futebol brasileiro, existe uma cultura de que qualquer proposta europeia deve ser aceita imediatamente. O Cruzeiro mostra que nem sempre precisa ser assim. O clube sabe que Jonathan Jesus ainda pode se valorizar mais nos próximos meses, principalmente se mantiver o nível de atuação nas competições nacionais e internacionais. Além disso, a diretoria entende que o momento esportivo pesa mais do que qualquer valor considerado “bom” pelo mercado.

É claro que uma oferta completamente fora da realidade poderia mudar o cenário. Se aparecer uma proposta na casa dos 35 ou 40 milhões de euros, a conversa naturalmente seria outra. Mas essa não é a realidade hoje. Ao fechar as portas para negociações, o Cruzeiro manda um recado importante ao mercado: seus principais jogadores não serão vendidos por qualquer valor.

Mais do que proteger um ativo financeiro, a diretoria protege um projeto esportivo. E, olhando para a temporada que a Raposa tem pela frente, a decisão parece ser a mais inteligente possível. Jonathan Jesus deixou de ser uma promessa e virou uma certeza dentro do Cruzeiro. E, para quem sonha alto em 2026, segurá-lo pode valer muito mais do que qualquer cheque europeu.

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