Camisa 10 do Flamengo vem sendo o maestro no futebol da América do Sul há muitos anos e toda temporada existe uma comparação descabida
O significado de subestimado é receber menos valor ou atenção do que merece. No futebol, Arrascaeta é o exemplo perfeito dessa palavra. Por tudo que ele faz no país desde a época do Cruzeiro e agora no Flamengo, o uruguaio ainda é colocado em um patamar inferior ao que realmente está.
Neste texto, eu não vou focar sobre os títulos que ele conquistou ou os prêmios individuais, mas sim do estilo de jogo do camisa 10, da sua liderança técnica em campo e por ser muito decisivo. Muito mesmo! Contam-se nos dedos quantos jogadores do futebol brasileiro atualmente têm o poder de decidir partidas como o Arrasca.
Nestas duas semanas envolvendo os confrontos entre Flamengo e Cruzeiro, houve uma comparação – na minha visão, desrespeitosa – entre Matheus Pereira e o craque flamenguista. É bom ressaltar que aqui não há uma crítica ao meia cruzeirense, nem de longe.
Mas não existe comparação entre ambos os atletas. Matheus é muito bom, dita o ritmo de jogo da Raposa, mas nem de longe tem a técnica que o Arrasca demonstra nestes longos anos de Brasil.
Sendo um pouco mais pragmático, os dois jogos demonstraram a realidade de cada um em campo. Enquanto Arrascaeta fez um golaço ontem (19) no Maracanã, movimentando-se, buscando se aproximar de Pedro e finalizando como o verdadeiro craque que é, o meia celeste teve duas chances: uma chutou em cima de Rossi e a outra isolou.
🖌️🎨 Es todo una maravilla en este golazo de @flamengo. pic.twitter.com/hXHEwvd3Yl
— CONMEBOL Libertadores (@Libertadores) August 20, 2026
Comparações sem noção ou apenas clubistas
A cada temporada, surge uma comparação descabida de algum jogador com o Arrasca. Ontem (19) foi com Matheus Pereira, mas já houve comparações com Scarpa, Raphael Veiga, Payet, Coutinho, Garro e Rodriguinho.
No futebol brasileiro, nenhum desses passou perto da magia que o Arrascaeta faz em campo. Vale ressaltar, mais uma vez, que o texto não é para desmerecer outros profissionais, mas, sim, mostrar a indignação de como o camisa 10 do Flamengo não é valorizado como deveria.
Arrasca segue fazendo história
Eu falei que não iria focar em títulos conquistados e/ou números individuais, então me perdoem por abrir uma exceção para um fato rápido: com 19 gols e 23 assistências na Libertadores, o uruguaio está a apenas um gol de se juntar a Riquelme como os únicos jogadores que têm 20 gols e 20 assistências na história da competição.
O craque argentino fez 25 gols e deu 26 assistências. Esses dados são do perfil estatístico Data Fut. Então, meus amigos, o Arrasca está mais perto de Riquelme em números e em bola jogada na América do Sul do que de todos os outros citados neste texto.




