Rubro-Negro notificou agência de fair play sobre investimentos do rival carioca no mercado e está correto no questionamento
Na terça-feira (18), o Flamengo notificou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para pedir uma análise da situação financeira do Vasco, que pediu novamente uma autorização judicial para conseguir um financiamento no valor de R$ 150 milhões.
Em nota oficial, o Rubro-Negro entende que a questão do rival carioca merece uma atenção do órgão regulador do fair play financeiro implantado no Brasileirãopara preservar o equilíbrio da competição e a isonomia entre os clubes.
O presidente BAP é arrogante, prepotente, e já mereceu ser criticado. Mas esse assunto não pode ficar no assunto clubista: o Fla tem razão ao fazer esses questionamentos. É imoral o Vasco, em recuperação judicial, solicitando novo empréstimo para reforçar o elenco no mercado da bola.
Isonomia é fundamental em uma competição
Apesar de o Cruz-Maltino estar prestando contas à Justiça do que gastou no primeiro empréstimo de R$ 40 milhões, é inaceitável o clube usar o DIP, mecanismo usado por empresas em recuperação judicial, para conseguir um novo investimento (agora de R$ 150 milhões) junto a Almirante Participações e Empreendimentos S/A.
O Vasco diz que está com problema de fluxo de caixa e pode ter problemas financeiros se esse empréstimo não for autorizado. Mas segue atuando em contratações caras no mercado da bola e recentemente trouxe Santiago Sosa e Facundo Colidio.
Enquanto alguns clubes agem dentro do seu próprio orçamento, evitando contratações fora da sua realidade, o Cruz-Maltino não cumpre as suas obrigações financeiras e segue tentando reforçar o elenco. É uma disputa desigual no Brasileirão e o Flamengo está certo em alertar.
Pedrinho não tem argumentos e parte para xingamentos
Em guerra com o Flamengo, o presidente Pedrinho detonou BAP e chamou o dirigente do CRF de mau-caráter. Mas ele não rebateu com argumentos sobre a solicitação do Rubro-Negro ao pedir uma análise da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) da situação do Vasco.
BAP pode ter outros interesses, como enfraquecer o rival, mas é fato que é ilegítimo um clube gastar o que não pode, enquanto outros tentam se adequar a sua realidade econômica. Já passou da hora do órgão que regula o fair play financeiro do Brasileirão agir.




