Opinião: Flamengo deu sorte que Almada e Luiz Henrique não chegaram, e diretoria precisa mirar outro perfil no mercado

PUBLICIDADE

opiniao:-flamengo-deu-sorte-que-almada-e-luiz-henrique-nao-chegaram,-e-diretoria-precisa-mirar-outro-perfil-no-mercado

Na avaliação do autor, dupla tem capacidade de criação, mas não entrega os números que o Flamengo precisa neste momento

O Flamengo deu sorte de não fechar com Thiago Almada e Luiz Henrique nesta janela de transferências. A frase pode parecer forte diante da qualidade dos dois jogadores, mas basta analisar o momento do elenco rubro-negro para entender a avaliação: o time de Leonardo Jardim já possui jogadores capazes de criar oportunidades e precisa, neste momento, de atletas que transformem essas chances em números.

Almada e Luiz Henrique são jogadores de qualidade técnica indiscutível. Os dois possuem capacidade para participar da construção ofensiva, carregar a bola, encontrar passes importantes e desequilibrar individualmente. O problema é que o Flamengo não deveria pagar valores tão altos para adicionar ao elenco jogadores com características que já possui.

O Arrascaeta e Samuel Lino, por exemplo, ocupam justamente espaços importantes na criação e na organização das jogadas ofensivas. Por isso, a busca da diretoria deveria caminhar para outro perfil: jogadores capazes de entregar gols, assistências e impacto direto no placar com maior frequência.

Flamengo precisa de números, não apenas de criação

O ponto principal não é afirmar que Almada ou Luiz Henrique são jogadores ruins. Pelo contrário. A questão é entender o encaixe deles no elenco e o investimento necessário para contratá-los.

O Flamengo esteve disposto a fazer um esforço financeiro considerável por Luiz Henrique e também negociou valores importantes para tentar contratar Almada. Diante desse cenário, a diretoria precisava se perguntar se o retorno esportivo justificaria colocar tanto dinheiro em jogadores que não necessariamente resolveriam a principal carência do time.

O elenco rubro-negro já conta com nomes que conseguem produzir jogadas decisivas. O que falta é aumentar a quantidade de jogadores capazes de transformar produção ofensiva em gols e assistências.

Perfil de Perrotta e Alex Luna faz mais sentido

É justamente nesse ponto que nomes como Perrotta e Alex Luna entram em uma discussão mais interessante para o Flamengo. Além da capacidade técnica, jogadores desse perfil podem oferecer uma característica fundamental para o planejamento do clube: potencial de valorização e revenda.

O Flamengo não pode olhar apenas para o rendimento imediato. A situação financeira exige que cada investimento também seja analisado pensando no futuro. Contratar um jogador jovem, com margem de evolução e potencial para ser vendido posteriormente, pode representar uma operação mais sustentável.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima